terça-feira, 20 de novembro de 2007

X Festival Recife do Teatro Nacional

Impressões, conjecturas, frustrações e gratas surpresas!

Foram ao todo 59 apresentações, distribuídas em quatro teatros recifenses: Santa Isabel, Apolo, Parque e Hermilo Borba Filho (1917-1976) que também foi o homenageado deste ano.

Entre tantas e tantas peças, seria lógico que eu gostaria de ver várias e isso era um fato, porém, outro fato ainda mais indiscutível era o enorme número de pessoas que também queria assistir a praticamente qualquer peça que fosse, já que a maioria eram de Companhias de outros Estados, as quais raramente temos chance de ver aqui no Recife, a não ser de vez em quando por preços exorbitantes...

Então dados lançados, largada aprovada... Deu-se início à Maratona para compra de ingressos, sinceramente eu não imaginava que poderia ser assim... Os ingressos para cada noite, só começavam a ser disponibilizados na manhã do mesmo dia... Quem imaginasse que chegaria, por exemplo, 1 hora antes de qualquer espetáculo e ainda encontraria lugares se enganou totalmente e isso aconteceu comigo.

Assisti à peça Eu sou minha própria mulher com Edwin Luise, na sexta dia 09/11, no Teatro do Parque, apesar da fila um pouco grande, consegui comprar ingressos... Neste dia sobraram lugares vazios, ao que tudo indica e meus pensamentos concordam plenamente, como o Festival não foi muito bem divulgado nas mídias em geral: TV, Rádio, Internet e outros, no início pouquíssimas pessoas tinham conhecimento de datas, o que e onde... As informações foram passadas basicamente por meio do famigerado “boca-a-boca” e assim foi, quando imaginei ir ver também Amores Surdos no Hermilo Borba Filho na quinta dia 15/11 soube que os ingressos haviam acabado desde a tarde e isso ocorreu com a maior parte dos espetáculos... A peça mais concorrida de todas Hoje é dia do Amor, que ficou em cartaz no sábado 17 e no domingo 18 no Hermilo também, mobilizou muita gente a se acordar muitíssimo cedo no fim de semana, há informações fidedignas de que no domingo as filas para compra do ingresso começaram às 5h da manhã, imaginem isso...

Porém, entre tantos percalços e agonias, pode-se dizer que foi um sucesso de alguma maneira, sessões lotadas, peças boas, cultura em movimento, pessoas se encontrando e comentando o que tinham acabado de ver e o que fariam para conseguir ver mais... Foi ótimo nesse sentido.

Entretanto, em relação a algumas complicações que já citei, como falta de uma maior divulgação, confusão na hora de comprar ingressos, peças concorridas em teatros pequenos, mudanças de programação não contidas na agenda cultural, (o principal meio de informações para esse Festival) deixaram algumas lacunas, quem, por exemplo, conseguiu ver mais de 3 peças? Foi o meu limite: Eu sou minha própria mulher, Dinossauros e Hoje é dia do Amor... Fiquei obviamente com gostinho de quero mais, bem mais...

Irei esperar pelo próximo Festival e tentarei me organizar com antecedência, irei ainda mandar um e-mail para a Prefeitura tratando desses assuntos também, vamos ver se irá adiantar em algo, não custa tentar...

5 comentários:

Anônimo disse...

A peça "Hoje é dia do amor" foi um deleite no sentido denotativo da palavra! A sensação de ver aquele homem lindíssimo nu e acorrentado a proferir coisas lascivas e, por vezes, filosóficas, é simplesmente indescritível e indelével. Ainda está em minha memória o seu corpo branquinho, lisinho, suado... a sua boca linda... Eu queria que ele fosse o meu michê de luxo... Inesquecível! Foi demais!

Cleber disse...

Para mim foi muito melhor e siguinificante prestar a atenção na chocante e surpreendente celebração da quinta-feira santa por aquele michê de luxo!!Isso e outras coisas da peça me anestesiaram da nudez daquela coisa feia!!!heheh!!

Cleber disse...

Para mim foi muito melhor e siguinificante prestar a atenção na chocante e surpreendente celebração da quinta-feira santa por aquele michê de luxo!!Isso e outras coisas da peça me anestesiaram da nudez daquela coisa feia!!!heheh!!

Cleber disse...

Para mim foi muito melhor e siguinificante prestar a atenção na chocante e surpreendente celebração da quinta-feira santa por aquele michê de luxo!!Isso e outras coisas da peça me anestesiaram da nudez daquela coisa feia!!!heheh!!

Anônimo disse...

Sinceramente, Cléber, nem o conheço, mas, pelo teor das suas palavras, acho que no fundo você gostou (e muito!) de ver o moço nu e, para mascarar o seu desejo "proibido" e notadamente incontido, utiliza-se do manjado subterfúgio de dar maior importância ao texto da peça que ao lindíssimo ator. Você não precisa bradar suas fantasias aos quatro cantos do mundo, mas seja sincero pelo menos consigo próprio! Vamos brincar de crescer, né? Sabemos que o propósito da imensa maioria que foi assistir à peça era justamente ver o Gustavo Haddad naquela situação perturbadora e altamente inebriante! E, certamente, você faz parte da maioria, bicho!