sexta-feira, 28 de março de 2008

Dançar: Vida, liberdade, emoção

Estou com saudades demais de dançar e permitir fluir por todo o meu corpo a incrível sensação de me sentir inteira, vívida, respirando e transpirando...

Faz tempo, nem sei quanto, que estou/estava com ódio de absolutamente tudo, escrevi deveras sobre isso aqui...

De repente ontem, amenizou esse ódio “sem” significação aparente... Lembrei-me de ótimas cousas de minha vida, momentos de leveza, descanso e até mesmo de “um quê” de serenidade!

Pôxa! Eu serena? Que cousa difícil de ser vista ou imaginada por mim mesma, acredito que há muitas pessoas que me visualizam assim, mas não se enganem demais, pois não sou. Uma frase já citada por mim neste blog me retrata perfeitamente bem: Sou toda confusão quieta (extraída de uma das obras de Fernando Pessoa, no caso dele, é claro Sou todO confusão quieta) e essa é a verdade.

Em praticamente toda a minha vida a dança me acompanhou nos momentos mais alegre e libertos, nos quais não só o meu corpo dançava, mas também minha alma. Funcionava como uma “válvula de escape” de quaisquer problemas, hoje estou “embotada” como se diz em Psicodrama, aliás, mais ainda, pois tenho a real noção de minha “fome de atos”.

Nem sei quando foi a última vez, talvez tenha sido no fim do ano passado, porém eu ainda estava com depressão severa e devido a ela eu não tinha mais forças e nem prazer em praticar tudo aquilo que sempre me fez bem.

Mas, enfim, que saudades sinto agora neste exato momento do Panquecas e da galera, às vezes acho que não passou de um sonho muitíssimo bom, estar lá todos os sábados e dançar com corpo e alma ao som das minhas músicas preferidas, aquelas que fazem sentido para mim... Estar lá com meus amigos e com as pessoas que conheci por lá, “a galera da Diretoria”, como costuma dizer Marcelo, pois sempre estávamos lá... Sinto falta também de gritar junto com Lencinho quando tocava algumas das nossas prediletas: Voodoo People do Prodigy, Suedehead de Morrissey, Dancyn With Myself do Billy Idol, Girls and Boys do Blur, qualquer uma de Madonna e por aí vai... Ir pedir a Elcy (o DJ) para tocar Pearl Jam só pra mim, dançar na escada com Alejandro, abrir a pista com Faby depois das 23h e chamar a atenção das pessoas na rua... Nooossa como era bom!

Que falta faz tudo isso, sei perfeitamente que não nunca mais será como antes, mas ainda tenho esperança de que Elcy encontre um outro lugar para tocar, se acontecer será uma alegria infinda para mim, mas se não terei que continuar restrita à sala de minha casa... :(
Eu, Lencinho e parte da galera...

Um comentário:

Cleber disse...
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