quarta-feira, 3 de outubro de 2007

C.R.A.Z.Y.

C.R.A.Z.Y.
(título original)

C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor
(título em português)

Elenco: Michel Côté, Marc-André Grondin, Danielle Proulx, Émile Vallée, Pierre-Luc Brillant, Maxime Tremblay, Alex Gravel, Natasha Thompson, Johanne Lebrun, Mariloup Wolfe, Francis Ducharme, Hélène Grégoire, Michel Laperrière, Jean-Louis Roux, Mohamed Majd

Direção: Jean-Marc Vallée

Roteiro: François Boulay, Jean-Marc Vallée

C.R.A.Z.Y, filme canadense de 2005, teve grande receptividade em seu País natal, ganhou vários prêmios de crítica e também foi sucesso de bilheteria, passou em alguns cinemas desta nossa querida cidade (Recife) também já lançado em DVD, é uma ótima opção para quem gosta de temas sérios retratados de maneira não tão dramática e sem apelos.

O filme conta a história de uma família de classe média com cinco filhos homens e se inicia na década de 60, passando pela de 70 e chegando a década de 80, nesse período vamos acompanhando o crescimento e as descobertas de Zachary Beaulieu (atores Emile Vallée quando criança e Marc-André Grondim quando adolescente).

Zac, quarto filho do casal Beaulieu chega ao mundo no mesmo dia do nascimento de Jesus Cristo, algo que irá permear sua vida de forma constante, sua mãe (Danielle Proulx) cristã fervorosa, chega a acreditar que seu filho nasceu com um dom milagroso de cura, devendo ajudar a todos aqueles que necessitarem.

Com o passar do tempo, Zachary percebe se sentir atraído por homens, algo que o incomoda tremendamente e q o faz não querer se assumir, por ter a certeza de que decepcionaria sua família se assim o fizesse, muito longe de ser um “filme gay”, C.R.A.Z.Y. aborda os conflitos de Zac de maneira muito mais subjetiva, chegando ao ápice, quando enfim Zachary tem sua primeira experiência homossexual, mas que nos é muito mais sugestionada do que mostrada, porém também não imagine que não há momentos de pura sensualidade, como quando na maneira em que acontece o encontro entre Zac e o seu “primeiro amante”, vemos de forma lenta o seu aproximar, câmera focalizada em seus bumbuns, música que toma conta da tela, fazendo-nos até mesmo sentir o toque de ambos... ahhh o cinema... às vezes aquilo que é simplesmente insinuado, tem muito mais força do que é apenas dito...

Por fim vale falar ainda das canções, ótimas e bem encaixadas, indo de David Bowie a Charles Aznavour, dos pais de Zachary que longe do que se poderia esperar de filmes com temática semelhante não são de forma alguma opressores e sim dedicados à sua maneira, da relação entre os irmãos sempre envolta em discussões, entretanto, havendo também muito amor entre todos, principalmente no que diz respeito ao mais velho sempre drogado e a ponto de ter um colapso... e que C.R.A.Z.Y. além de ser as iniciais dos cinco filhos: Christian, Raymond, Antoine, Zachary e Yvan , também tem a ver com a música homônima de Willie Nelson interpretada por Patsy Cline, peça fundamental da trama... motivo pelo qual prefiro o título original ao traduzido para o português...

Bem, diversão garantida para quem sabe apreciar as peculiaridades e os encantos da 7ª Arte!

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